domingo, 30 de novembro de 2014

É só isso- não é nada disso (vamos terminar?)

Como eu, que tanta fluidez ja havia alcançado,
que tão idependente já era.

Caminhando sempre em direção ao infinito,
Me jogando sem medo,

Por uma pendência de uma fraqueza
de um engano mal resolvido,

Fui cair em tão terrível buraco
De um afeto tão primário,
ainda muito necessitado e imperativo.

Como fui me deixar levar,
Percebendo o erro a cada segundo
e dando chance ao azar.

Sem confiar em nenhuma voz que me dizia,
em nenhuma luz que me guiava,

deixando me tomar de assalto
por estátuas de lixo, castelos de merda.
Fim do oceano.

Você está tão no razo.
E eu já andei milhões de quilömetros
e milhares de anos a mais que você

Seu medo de errar é o fim de minha era,
a minha morte em absoluto

Não é possível permanecer.
Se deixando obcecar,
Não tenho filho(a)s neste mundo.

Para eu estar onde quer siri que eu esteja
só com uma bruteza que fará a minha morte,
trará o meu fim.

É o fim de um oceano,
eu sou a vida, eu sou a morte.
Eu sou o infinito, eu não tenho morte.

Acaba onde começou,
onde era impossível numa noite
que poderia durar um milhão de anos

sábado, 15 de novembro de 2014

Sagitário


Quer ter a clareza de um monge,
e a certeza de um homeopata,
(eu disse) é preciso ir mais longe
da alcunha que lhe intrigaram: psicopata.

Sua patologia: estar vivo em demasia.
Ou muito pelo contrário.
De todo modo, 2 cabeças unidas, caminhando em direções contrárias,
Não trarão uma linha reta,
flecha do sagitário.

Meditação


Vou permanecer no meio
da área, aérea
a mesma área e muda o tempo
ou muda a área
no tempo
aí me diz
pra que lado
eu tento o gol?
O mundo é prático
dois mais dois
é igual a quatro

sembas descoloniais, com muito respeito, muito esmero, pouco repito, é coisa grossa, sério mesmo

Um mês tem sessenta páginas. E Quem sou eu, descobrindo o Brasil com o papagaio, plutos e gaguinho. Gauguin pintando quadros pra combater o tédio da viagem.

Quem sou eu? Que despeja seu ódio nas batalhas de mcs. Entendendo o feminismo e a criação de uma linguagem traiçoeira para a luta cotidiana. De tanta falta de lucidez, o lúdico é cansado pela escória de ônibus lotação empregado/patrão vítima/polícia do dia a dia, de tanto não ir em direção às delícias reais quase eles esqueceram que elas existiam, e leram manuais em revistas para praticar um bom sexo oral. De tudo de chegar no gesto do dia, abrir a porta, escovar os dentes, se deitar. De tanto não estar satisfeito, o costume tornou a satisfação algo supérfluo e vergonhoso. Eu estou profundamente perturbado.

Queria dar a mão pra Artaud, pois o Sol negro que matou seu teatro também matou o meu. Não fui para o hospício mas vivo sob o olhar dos carcereiros, bons oradores, advogados e comediantes. Não obstante quererem que bastasse o desejo. Ainda espero e vejo, sinto mais vida quando chego a conclusão de que sou , eu sou, sou, eu sou, o barato de sou, soul. Eu soul, eu sol, eu som, eu também cansei dos outros eles, o barato de eles, eu não, eu sou, eu sol, eu som, eu sol, eu soul, até a acabar a sinceridade e começar o samsara da primavera. Aí finjo bem, ando na rua de mãos balançando e dou bom dia andando em 2 patas. Quase confirmo pro ladrão que o meu relógio é de ouro mesmo. Dou risada e abro sorrisos sem motivo algum e quando, sem querer, fico nu no meio da rua ou me masturbo pensando em elefantes, girafas, vacas, helicópteros, peço desculpas mentalmente e quase morro de vergonha.

Me diziam com muita convicção, doeu o pescoço ter de ouvir até o fim, quando eu disse "NÃO!" estranharam tanto que eu voltei atrás: correção, correção, minha cabeça a prêmio. Vamos outra vez.

Casa própria, moradia popular, sonho em ter um teto branco sobre a cabeça.  Cada amor é um momento, ô abestalhado(a), cada amor é um monumento, ô sem cérebro(a), cada amor é repentino, ô covarde(a), cada amor é sincero mesmo, é sincero mesmo, ô sem fibra(a), ô desamado(a), desalmado(a).  Se não é pela vida é pela morte, se liga? Não vê beleza?


Eles tentaram acabar com o samba mas o samba é imortal.

Deus


Vou parar de acreditar
E me libertou.

Náo tenho vínculo voluntário com a ocidentalidade


que me tira do chão
que me trai inteiro
ciëncia, rodeio
café, televisão.

CADA INSTANTE GUARDA UMA REVOLUÇÃO



NUMA GOTA ACONTECE, TUDO QUE ERA IMPOSSÍVEL

UMA CABEÇA OLHA A GOTA, DESTRÓI TODAS AS ESTRUTURAS.
TODAS AS ESTRUTURAS, UM ESPELHO EXPLODINDO
NO REFLEXO DE UMA GOTA, REFLETINDO OUTROS RAIOS
NASCEM FORMAS E DESEJOS, CONTRARIAM TUDO O QUE HAVIA.

CADA INSTANTE GUARDA UMA REVOLUÇÃO