sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Nada que vale a pena dura mais que uma semana

Ele disse: isso é sério¿

seríssimo. Não há nada, nada mesmo.
só acreditar¿
Nada a acreditar

Não dando crédito para verdades, inverdades, inconscientes, conscientes, comunicações.
O que importa é plano-sequencia, paisagem que se forma.
Se você cria os códigos bons, você vê melhor as paisagens, paisagens melhores.
Então, não é o código, nem o nome da rosa.
Senão seria como ler um livro sem o psicólogo na frente, a madeira sem o artesão.

dá pra acreditar¿
Não dá, espera o que¿
Não espera.

Retribuição

Esvanescer suave mel,
nenhuma emoção a alimentar.

Béla Fleck, the Fleckstones!
Me dizem qual é.

De tudo onde percebia, a culpa é arma anti-revolta criada pelos padres da circunstrição, em tempos de extrema escassez de tudo, de Deus de tudo. Volta!

Dizem que como rastro de um pianista quando acerta o arpejo que atinje a alma, sim, um fio de Ariadne, do alto astral pros caminhos da Pedra.
- Se agarra que eu puxo!

eita, ficou pesado.

Como força suave que liberta e cura.
O vício é o único mal.
Pois estar em baixo, estar em guerra.
Estar encima: curandeiro, amoroso, primavera.
Seguir trilhando o caminho do amor infinito transforma o escasso em abundante.
Jesus e seus peixes.
Sem medo de errar, do vinho azedar,
sem o vinagre não tem salada.

Tá frio põe cobertor,
tá quente liga o ventilador.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Agora

Agora nessa hora,
tão distante do agora,
agora que era era, era
matéria

Não existe tanto mais,
Não existo o Tomaz.

Recupero memórias, sentimentos,
pessoas, acontecimentos

Recupero minha desindentidade,
que sabe os caminhos, que pode ver sem empecilhos.

Me deixo, me deixa, me deixa ver.
É uma boa já que já sem paciência pude me acalmar.
Você na cabeça não parava de pular.

Numa viagem da gota, do que tinha dentro da água
e os mistérios dela que não soubemos lidar.

Como dois mais dois mais quatro é o infinito,
todo o conhecimento, da diversidade constante, abarcante,
andante, alucinante, respirante, incessante.

Meu passaporte guardado na sua mochila,
eu deixei e pensei que fora um roubo.

Eu mesmo me roubei, me percebi em nuvens de tempestade,
e chovi tão longe, tão longe que havia muito oceano pra chegar em terra firme.

Me firmo num firmamento mais bonito, o mundo real é tudo o que há.

Vida de buraco, de fuga para dentro dos porões,
vidas conectadas, sem refúgio, vacilos com os deuses e os guardiões.

Xangô aparecendo para libertar e deixar o fim da conversa com Castro Alves
para a próxima sessão de sonhos lúcidos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Idos tempos de eu índio na floresta, o que me resta?

Eu morri dando risada,
Numa lira aos 19
Quase 20, quase via, 

Como se fosse possível abraçar a eternidade,
esquecendo que em Saturno mora o pai,
E ele é quem é o deus da liberdade.

Quem dá a morte dá a vida.
Resnasço em retrogração.

Júpiter descastramento, um gozo sem armas
Uma arma pacifista, que ao invés de dar morte,
dá vida.

Preciso desprecisar das preces e das prezas.
A pulsação das ondas do Sol é tudo o que deduzimos. 
de Netuno, e suas onze luas o orbitando.


Outra lida e relida, 
ainda aprendo bem certinho,
a viver no tempo,
um só caminho.