sábado, 15 de novembro de 2014

sembas descoloniais, com muito respeito, muito esmero, pouco repito, é coisa grossa, sério mesmo

Um mês tem sessenta páginas. E Quem sou eu, descobrindo o Brasil com o papagaio, plutos e gaguinho. Gauguin pintando quadros pra combater o tédio da viagem.

Quem sou eu? Que despeja seu ódio nas batalhas de mcs. Entendendo o feminismo e a criação de uma linguagem traiçoeira para a luta cotidiana. De tanta falta de lucidez, o lúdico é cansado pela escória de ônibus lotação empregado/patrão vítima/polícia do dia a dia, de tanto não ir em direção às delícias reais quase eles esqueceram que elas existiam, e leram manuais em revistas para praticar um bom sexo oral. De tudo de chegar no gesto do dia, abrir a porta, escovar os dentes, se deitar. De tanto não estar satisfeito, o costume tornou a satisfação algo supérfluo e vergonhoso. Eu estou profundamente perturbado.

Queria dar a mão pra Artaud, pois o Sol negro que matou seu teatro também matou o meu. Não fui para o hospício mas vivo sob o olhar dos carcereiros, bons oradores, advogados e comediantes. Não obstante quererem que bastasse o desejo. Ainda espero e vejo, sinto mais vida quando chego a conclusão de que sou , eu sou, sou, eu sou, o barato de sou, soul. Eu soul, eu sol, eu som, eu também cansei dos outros eles, o barato de eles, eu não, eu sou, eu sol, eu som, eu sol, eu soul, até a acabar a sinceridade e começar o samsara da primavera. Aí finjo bem, ando na rua de mãos balançando e dou bom dia andando em 2 patas. Quase confirmo pro ladrão que o meu relógio é de ouro mesmo. Dou risada e abro sorrisos sem motivo algum e quando, sem querer, fico nu no meio da rua ou me masturbo pensando em elefantes, girafas, vacas, helicópteros, peço desculpas mentalmente e quase morro de vergonha.

Me diziam com muita convicção, doeu o pescoço ter de ouvir até o fim, quando eu disse "NÃO!" estranharam tanto que eu voltei atrás: correção, correção, minha cabeça a prêmio. Vamos outra vez.

Casa própria, moradia popular, sonho em ter um teto branco sobre a cabeça.  Cada amor é um momento, ô abestalhado(a), cada amor é um monumento, ô sem cérebro(a), cada amor é repentino, ô covarde(a), cada amor é sincero mesmo, é sincero mesmo, ô sem fibra(a), ô desamado(a), desalmado(a).  Se não é pela vida é pela morte, se liga? Não vê beleza?


Eles tentaram acabar com o samba mas o samba é imortal.

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