Agora nessa hora,
tão distante do agora,
agora que era era, era
matéria
Não existe tanto mais,
Não existo o Tomaz.
Recupero memórias, sentimentos,
pessoas, acontecimentos
Recupero minha desindentidade,
que sabe os caminhos, que pode ver sem empecilhos.
Me deixo, me deixa, me deixa ver.
É uma boa já que já sem paciência pude me acalmar.
Você na cabeça não parava de pular.
Numa viagem da gota, do que tinha dentro da água
e os mistérios dela que não soubemos lidar.
Como dois mais dois mais quatro é o infinito,
todo o conhecimento, da diversidade constante, abarcante,
andante, alucinante, respirante, incessante.
Meu passaporte guardado na sua mochila,
eu deixei e pensei que fora um roubo.
Eu mesmo me roubei, me percebi em nuvens de tempestade,
e chovi tão longe, tão longe que havia muito oceano pra chegar em terra firme.
Me firmo num firmamento mais bonito, o mundo real é tudo o que há.
Vida de buraco, de fuga para dentro dos porões,
vidas conectadas, sem refúgio, vacilos com os deuses e os guardiões.
Xangô aparecendo para libertar e deixar o fim da conversa com Castro Alves
para a próxima sessão de sonhos lúcidos.
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